AONDE VAMOS PARAR?

28/10/2017 02:54

FINDA-SE 2017

30/12/2017 22:15

Finda-se 2017.

Mais uma ano de aprendizado extenuante, com algumas alegrias, algumas surpresas extremamente agradáveis, com vitórias, mas com muitas, e muitas mesmo, tristezas. Mesmo assim foi e é gratificante, pois estou VIVO.

Este ano, após muito refletir, cheguei a seguinte conclusão:

“ EU SOU O MAIOR CULPADO POR TUDO QUE ACONTECEU NA MINHA VIDA, SEJA NO POSITIVO OU NO NEGATIVO."

Não foi a Dilma, Não foi o Temer, não foi Filho de Santo, Não foi Orixá, Não foi demanda, não foi ninguém. O maior culpado de tudo que aconteceu na minha vida, fui EU, e apenas EU. Quem me feriu, quem se aproveitou de mim, quem me abandonou, é porque eu causei ou permiti, quem me decepcionou é porque eu esperava algo daquela pessoa; etc...
Se houve problemas, sejam em que área for, seja em que situação estejamos ou nos encontremos, reconhecer que erramos é o primeiro passo para a nossa reforma Íntima. A Reforma Intima nos causa um alivio gigantesco na alma. Alma essa que nós, às vezes, tentamos ocultar, porque nos mostra como somos e como estamos, sente-se aliviada de carregar tanto sentimento de vibração baixa.

Meus caros companheiros de sina e destino, todos os que passaram ou passarão pela minha vida, tentemos viver melhor no próximo ano. Comecemos por Abandonar os vícios humanos que tanto nos cegam.

Vou pontuar, na minha opinião, os vícios que mais atrapalham a nossa vida:

• O Orgulho: Sentimento egoísta, admiração pelo próprio mérito, excesso de amor-próprio;
• A Vaidade: Qualidade do que é vão, vazio, firmado sobre aparência ilusória, fundamentada no desejo de que tais qualidades sejam reconhecidas ou admiradas pelos outros.
• A Soberba: Sentimento de altivez, orgulho, não nos permite enxergar, principalmente, à nos mesmos;
• A Íra:, Intenso sentimento de ódio, de rancor, geralmente dirigido a uma ou mais pessoas em razão de alguma ofensa, insulto etc., ou rancor generalizado em função de alguma situação injuriante; fúria, cólera, indignação;
• A Inveja: Desgosto provocado pela felicidade ou prosperidade alheia, desejo irrefreável de possuir ou gozar o que é de outrem;
• A Avareza: Qualidade ou característica de quem é avarento, de quem tem apego excessivo ao dinheiro, às riquezas, falta de magnanimidade, de generosidade; mesquinharia, mesquinhez, sovinice;
• A Arrogância: ato ou efeito de arrogar(-se), de atribuir a si direito, poder ou privilégio, qualidade ou caráter de quem, por suposta superioridade moral, social, intelectual ou de comportamento, assume atitude prepotente ou de desprezo com relação aos outros; orgulho ostensivo, altivez.

Eu citei apenas sete, pois são os que mais afligem as pessoas sem que elas percebam e, estes vícios, desencadeiam outros tantos, que nos transformam em pessoas amarguradas e sem a menor perspectiva de futuro.
Vivemos hoje num mundo que privilegia os vícios humanos. Podemos ver que isso é verdade, quando buscamos no dicionário o significado dos vícios (conforme transcrito, na integra, à frente dos vícios acima citados), que é apontado como “QUALIDADE”. Qualidade? Não meus caros, são vícios humanos.
Graças ao Nosso Amado PAI OLORUM, me foi permitido refletir e redesenhar a minha existência de uma forma que eu tentasse, aparentemente com exito, eliminar estes vícios da minha vida. Como bom Umbandista, ou aprende pelo amor ou aprende pela dor.
Sejamos Umbandistas como os de antigamente que não se preocupavam tanto com demandas de terceiros, que não se atinham às maldades que os outros tentavam fazer à eles e usavam de suas casas espirituais como mais um TEMPLO onde se encontrava PAI OLORUM, E OS SAGRADOS ORIXÁS.

Obrigado PAI OLORUM por mais uma lição aprendida e obrigado por ter me dado nova Oportunidade de reforma Intima, de evolução.

Que Todos tenham, junto às suas famílias, um 2018 repleto de Luz, Amor, Prosperidade, Fraternidade, Respeito, Dignidade e, principalmente FÉ, esta que nos permite vivenciar momentos lindos de crescimento e evolução ainda encarnados.



Leia mais: https://www.tendadeumbandacaminheirosdaluz.com/news/finda-se-2017/

MAIS UMA VEZ, E SEGUINDO A MINHA TRADIÇÃO, PEÇO DESCULPAS PELO TAMANHO DO TEXTO, E ESPERO QUE TODOS LEIAM ATÉ O FIM.

AONDE VAMOS PARAR????

Estive afastado das redes sociais por um tempo, por não querer acreditar que as pessoas estavam banalizando a Umbanda e seus fundamentos e, lamentavelmente, quando de meu retorno, senti e percebi que piorou e muito. Antes de eu me retirar, os sacerdotes mais antigos, porem nem tanto, estavam banalizando, hoje percebo que qualquer um, recém formado nestes cursos “The Flash” que existem ai, se sente no direito de questionar os fundamentos e impor novos fundamentos.

As vezes eu me pergunto: aonde vamos parar?

Vejo nas redes sociais a banalização do que é sagrado, com a desculpa de que “isso pode porque e liberado”. Vejo, ainda, Postagens sobre banho de ervas, genéricos, e muitas vezes inúteis ou prejudiciais, porque não se sabe a coroa do médium, ou do suposto médium, que esta tomando aquele banho. Banhos prontos, aprendidos em cartilhas prontas, escritas sabe-se lá por quem, tirados da internet, de fácil acesso, sem fundamento e sem sentido para a coroa dos médiuns, isso é, se o Sacerdote ou sacerdotisa, também fabricado por certificados prontos de um ano e meio, sabe, sequer, o que é “coroa de um médium”, porque se soubesse, saberia que não se pode colocar à disposição de todos aquilo que é especifico. Aonde vamos parar?

Desenvolvimento mediúnico "acartilhado", em massa, maçante e que promete, ao final do desenvolvimento, que aquele médium, ou suposto médium, porque o sacerdote ou sacerdotisa não sabe nem se o médium é incorporante, quem dirá com qual entidade ele está falando, não sabe ler ponto riscado, não sabe entender o que a entidade precisa, então e mais fácil “generalizar” e se colocar na condição de o dono da verdade. Os médiuns hoje, trabalham somente com as entidades “famosa”. Se fala nestes, supostos desenvolvimentos, como o médium deve agir e sobre como um médium deve incorporar a entidade "X", "Y", ou “Z”, sempre “famosona” e, de preferência que contenha a sigla “7”, porque ai, ai sim, a entidade é realmente "poderosona". Aonde vamos parar?

Além disso, hoje, se acha em vídeos no youtube, várias receitas prontas: “Como fazer o assentamento do Exu”; como, através de despachos com caldo de galinha, galinha de pelúcia ou de plástico, acertar as contas com o exu “X” , “Y” ou “Z”. Cara, acorda, quem faz o fundamento do exu de qualquer terreiro é o próprio exu da casa, com seus pedidos e suas mirongas. Não existe formula mágica para assentamento, muito menos para oferenda, é especifico.Existe sim uma base, um procedimento geral, mas assentamento quem faz é o proprio "dono da casa". Ao invés disso, porque esses pretensos sacerdotes ou sacerdotisas não ensinam o que e porque o médium, frequentador ou seguidor deve cumprimentar quando chegar, qual o procedimento geral que ele deve tomar, como ele deve se portar, qual a resposta visual, ou não resposta visual, que o médium deve dar a entidade? Porque esta tão banalizado, porque? Aonde vamos parar?

Tenho saudade da época em que um sacerdote ou sacerdotisa, para se graduar como sacerdote ou sacerdotisa, pai ou mãe de santo, pai ou mãe no santo, zelador ou zeladora,além do reconhecimento da graduação na espiritualidade, tinha que ter alguns muitos anos de experiência trabalhando com suas entidades, muitas vezes, e em sua grande maioria, sem nomes, porque quem precisa de nome é o ser humano. O sacerdote ou sacerdotisa, era obrigado a saber sobre ervas, flores e frutos, alimento do Orixá, aprender a ler pontos da forma correta e não acartilhado ou baixado da internet, montar uma oferenda, tinha que ter todas as consagrações/obrigações entregues aos orixás de sua coroa, da coroa da casa ao qual aquele médium faz parte, à tríade formadora da Umbanda, à esquerda, as consagrações à todos Orixás, e, ai sim, finalmente, após anos de estudo e trabalho, ser coroado. Isso resultava em médiuns fieis, seguidores, frequentadores assíduos do terreiro, ausência de fofocas, de discussões e varias outras qualidades que um médium deve ter.
O que esta acontecendo? Aonde vamos parar?

Lamento que eu, quadrado como sou e ainda bem tradicional, use do escrito para tentar tocar o âmago das pessoas, porque, penso eu que a tradição nunca deve ser esquecida. Vejo hoje, alguns muitos filhos de santo de terreiros de vários terreiros, querendo entender e saber muito mais que o sacerdote, querendo questionar ordens porque se ele sai do terreiro hoje, amanha, sem o menor esforço, sem questionamentos do porque de sua saída, sem etica nenhuma, sem respeito ao conhecimento do sacerdote anterior, esta trabalhando em alguma outra casa que esta “nascendo” com esses pretensos sacerdotes de diploma comprado, prontos para fazer, tanto o medium quanto sacerdote, a cada dia, mais porcaria, dizendo que o Pai de Santo anterior esta "demandando" contra e trazendo para dentro da Umbanda, mais e mais problemas, mais e mais brigas, mais e mais desavenças e, enfraquecendo a raiz da umbanda, enfraquecendo a abertura de novas e poderosímas linhas de trabalho, enfraquecendo a possibilidade de a Umbanda se firmar como uma religião com os próprios preceitos e fundamentos. Ninguém se apercebeu ainda que o que estão fazendo é enfraquecer as varias vertentes da Umbanda? Aonde vamos parar?

Sinto muito que este texto não será lido até o fim por muitos, mas eu, fiel aos meus princípios, prefiro mil vezes escrever do que oferecer apenas um rosto à uma ideia. Prefiro mil vezes pagar pela previdência e pela perseverança, do que ter uma resposta instantânea pela imagem, seja a minha ou a de um rostinho mais bonito, apenas para que eu tenha mais visualizações que o outro sacerdote, em uma disputa imbecil, retardada e sem sentido em busca da fama e do sucesso individual.

Triste é ver que os Umbandistas estão se portanto como a maioria das religiões, se preocupando apenas com quantidade que gera $$$$$ e não com a qualidade. Aonde vamos parar?

Me sinto feliz porque, graças a uma educação mediúnica boa, composta por uma Mãe Espiritual extremamente enérgica, que dispensa comentários, por ser uma das Decanas da Umbanda, e por um pai espiritual, que, infelizmente, já não se encontra entre nós, tento conciliar ainda todos os ensinamentos da minha RAIZ, pois sempre deu certo, com os dias atuais, mas tenho ainda uma certa dificuldade de entender porque as pessoas preferem ouvir(claro, da menos trabalho) do que o que se escreve( te faz pensar, e pensar não é legal).

Fui, sou e sempre serei julgado e medido pela régua dos outros, mas o que me importa é o julgamento de meu PAI XANGO e de meu PAI OGUM.

Esqueceram que a UMBANDA TEM FUNDAMENTO E É PRECISO PREPARAR.

AONDE VAMOS PARAR???