Gratidão de Um Umbandista

13/08/2019 15:10

Gratidão de Um Umbandista

 

Gratidão ao Pai OLORUM,

Gratidão ao Pai OXALÁ,

Gratidão ao Pai OGUM,

E a mãe Iemanjá,

Gratidão a Pai Xangô,

Mae Iansã e Egunitá,

Gratidão a Pai Oxóssi, Mãe Oxum e Mãe Oiá;

 

Gratidão aos Pretos Velhos, Caboclos e Eres,

Gratidão a toda a esquerda, Guardiões e Guardiãs,

Gratidão ao CRIADOR, Gratidão, reverência e todo Amor;

 

Somos seres evolutivos,

Abençoados pela escolha certa,

Uma religião naturalista,

Cheia de mistérios, mas que anda deserta;

Esqueceram dos seus princípios: fé, amor e caridade, união e fraternidade,

Transformando-a numa seita, cheia de ódio e vaidade,

 

A simplicidade do preto velho, confundida com pobreza,

Mal sabe quem critica, que os anciãos, são a própria natureza,

Hoje só pode caboclo, “conhecido”, “famosão”,

Que não sabe nem dar brado, falando um português “corretão”,

 

Tenho saudade dos caboclos que não davam nome,  

Realizam maravilhas, sempre no anonimato

E quando perguntavam: qual seu nome?  respondiam: Tupã seja louvado!

 

Profanaram o Sagrado, Sacralizaram o profano,

Meus irmãos e Irmãs, estão nos desintegrando,

Ainda há tempo de reverter, isso eu clamo ao Orum,

Para que todos que a entortam, se entendam com Exú,

 

Encerro por aqui, clamando aos Orixás,

Que estes pequenos versos possam ajudar,

A tocar os corações duros, e a eles acalmar,

Evoluindo sempre para poder contemplar,

A simplicidade da criação, no seu próprio caminhar,

 

No olhar de um Erê, na simplicidade do Orixá,
No canto do Passarinho, na flor à desabrochar,
Na Oferenda posta, no coração à exaltar,

A verdade da Umbanda, Simplicidade no viver,

Amor à partilhar, irmandade vivida, na fé de Oxalá.

 

Gratidão,

Pai Fabio Marques