INTOLERANCIA RELIGIOSA

11/05/2014 20:17

    A intolerância religiosa tem varias formas de agir e ser. Inicia-se dentro de nossa própria religião, dentro de nosso meio, com os sacerdotes e sacerdotisas, principalmente aos Pretensos Sacerdotes e Pretensas Sacerdotisas, que “fingem” incorporar guias e até mesmo, pasmem, Orixás, só para ser Melhor ou mais “dançarino”,  Melhor ou mais "marchador", melhor ou mais "pulador" para, assim,  "chamar mais atenção" que o outro, achando que isso é uma forma de cultuar o Orixá. Só para lembrar, cada Orixá tem sua dança ritualística que é diferente e igual; é pesada e leve; é bonita e cadenciada. 

    Não precisamos olhar um “soldado” para saber que é um Ogum. Aliás, Ogum, o senhor das “Ferramentas e Armas”, não se apresenta como um soldadinho de chumbo que, inclusive, apresenta armas, até porque quem apresenta armas é soldado à GENERAL e OGUM é GENERAL. Ele apenas é MARCIAL, sem ser militar, acho que consegui me fazer entender agora, MARCIAL, sem ser militar. Apresentar armas, irmãos e irmãs,  é uma função especifica do plano material,  não transfiram isso ao plano espiritual porque isso não ocorre no plano espiritual, pois lá, as armas são conhecidas e não há a necessidade de apresentar armas, pois todos as tem, mas não é esse o assunto que venho aqui falar. Venho falar de Intolerância Religiosa.

      Há alguns "pretensos religiosos" que ao invés de Alegrarem-se de ver nossa religião crescendo e sendo muito bem aceita na sociedade, fundamentada mesmo, fazem questão de desmerecer o irmão ao lado e dizer a ele que a Umbanda que ele pratica é errada,  que seus fundamentos são errados, que seus guias são fracos, etc.... Bem, não cabe a eu julgar o certo ou o errado, cabe a eu sentir e entender que aquele fundamento não se aplica a mim nem a minha fundamentação porém, se é certo para meu irmão ou irmã, que assim seja, desde que não exponha a religião ao ridículo, como falado e demonstrado a linhas atrás. Não posso, não devo e não quero ser o dono da verdade, pois não tenho essa pretensão e sei que isso apenas me desgastaria como ser espiritual. Apenas fico irritado quando as pessoas questionam baseando-se em suas experiências pessoais e realizam as coisas “achando” que estão fazendo o certo, quando nem incorporados estão(mais uma vez digo isso porque eu ví, não foi ninguém que me contou, eu ví com os olhos da carne e do espirito).

    Bem, mas nossa religião é muito maior que as pessoas dela, isso eu posso garantir pois faço parte dela a mais de 30 anos e vi várias pessoas passarem e a religião ficar, crescer, se estabelecer e se fundamentar.Graças à OLORUM e aos Mais Velhos de nossa religião.

    Tive uma conversa com vários irmãos(ãs) em Oxalá que entendem que, para se ter "força espiritual" é necessário fazer isso na nação tal, aquilo ou aquilo outro na outra nação tal, mas esquecem, principalmente  de olhar para a própria espiritualidade, esquecem-se de olhar para o próprio trabalho e, principalmente, esquecem-se que a UMBANDA tem fundamentos e procedimentos próprios que atuam e agem a favor de todos, inclusive desses “amigos da Nação Tal ou da outra nação tal", nunca se negando a ajudar quem quer que seja e para isso, ajudar o próximo, os nossos fundamentos são mais do que suficientes e comprovadamente funcionais e atendem ao que nossa religião se propõe.

    Muitos desses irmãos (ãs), quando se sentem ameaçados por "demandas", que eles têm certeza que vem de um "inimigo no santo", automaticamente buscam seus desafetos encarnados e "retornam" essas "demandas" contra quem os mandou. "...... eu tenho certeza que foi fulano.....”. Não seria isso também uma intolerância religiosa? Não seria isso também você criminalizar e profanar o sagrado? Temos nossos guardiões e guardiãs que nos auxiliam em nosso trabalho durante todo o exercício dele e também nos guarda e vigia diuturnamente.

    Demandas todos nós recebemos, mas será que realmente o nosso desafeto material é também nosso desafeto espiritual? Quem me garante que a demanda não foi enviada por um ser trevoso, seu inimigo em outra vida, sem ligação nenhuma com o seu desafeto material desta encarnação e,  este ser trevoso tem a intenção de fazer você cair, par igualar-se à ele? E você na sua “sapiência plena” e intolerância religiosa, porque "acha" que só pode ter sido Fulano, se sente no direito ou "acha" que tem o direito de "retrucar" a mazela que o “Fulano”  enviou pra você, e você agindo assim, estará ferindo a LEI, ai sim, voce estará estará dando o direito a seu desafeto de retornar o que você fez contra ele, contra voce, porque voce "achou" que tinha sido ele e não foi.

     É irmão, a intolerância religiosa tem varias formas de agir e a principal delas,  esta engendrada em nosso meio. Somos intolerantes e para que cobremos que não sejam intolerantes conosco, devemos primeiro, deixar de ser intolerantes conosco mesmo.

Infelizmente não somos uma religião de religiosos, somos uma religião de inimigos e intolerantes.

Pensem nisso.